Um francês de Lille que virou parauara
Chegou pela primeira vez em 1985, com cinco dólares no bolso. Voltou. Ficou. Escreve o Pará em português desde então.

Ele chegou ao Pará em 1985, mochileiro, com cinco dólares no bolso. Tomou açaí pela primeira vez, passou mal, e foi cuidado por uma família em Abaetetuba que não o conhecia. Essa hospitalidade ficou.
Depois viajou pela América do Sul e voltou à França. Em 1998 estava de novo no Brasil, onde reencontrou a mulher que havia conhecido anos antes. Casaram. Em 2001 se mudou de vez, com a mulher e as filhas. A mais nova nasceu em Belém.



Voltou a escrever poemas em 2022, depois que um poema chamado “Retrato Regional” circulou nas redes sociais e os leitores começaram a pedir um livro. Vieram três, uma trilogia, todos lançados em Belém.
Escreve em linguagem simples e direta, cheia de gíria paraense, com humor e afeto em vez de grandiloquência. Escreve no celular: na varanda, ou deitado na cama, onde a ideia chega.
Também dá palestras e encontros com leitores em universidades, bibliotecas e escolas. Os vizinhos o chamam de “o francês mais paraense de todos”. Ele se apresenta como parauara francês.
- 1985Primeira chegada ao Pará, mochileiro
- 1998Volta a Belém e reencontra a mulher
- 2001Passa a morar no Pará de vez
- 2022Volta a escrever · Paraensemente, eu
- 2024Enraizado
- 2025Pequenos Parauaras
- 20263ª edição de Paraensemente, eu, selo Paka-Tatu